Tique toque
Por Isabel Costa
“Não tenho tempo”, “os dias fogem”, “os dias deveriam ter 48h”, … tantas e tantas expressões que vulgarmente utilizamos na azáfama em que se tornou a vida de cada um…
Desde que nascemos que temos o nosso tempo. O crescimento e a aprendizagem deveriam ser no sentido de melhor saber gerir o (nosso) calendário. Os anos, meses, dias, minutos e segundos despendidos em volta das necessidades próprias de um ser humano (das ambições, do conhecimento, do descanso, enfim…da nossa vida) são o nosso tempo. Urge viver a Vida!
O tempo é “Agora”. O tempo de ontem são memórias, que refletem as aprendizagens, os conhecimentos, os afetos, o trabalho, a diversão e tantos outros momentos vividos. Por isso, é no “Agora”, neste mesmo segundo que estou a escrever e que o leitor está a ler, que devemos querer disfrutar e valorizar a vida!
Ocupá-la sim, em algumas fases quase até à exaustão: o estudante que tem os exames a chegar e que dedica todo o seu tempo a estudar, o trabalhador que tem um prazo a terminar e precisa de toda a dedicação e tempo para a sua conclusão, … tantas urgências e emergências que ocorrem e tantas outras situações que nos absorvem completamente, tornando os dias uma correria, com muitos automatismos para termos tempo e mais tempo. Mas deverá haver sempre um tempo para pararmos, para refletirmos e para muitas vezes, corrigirmos o caminho que estamos a seguir.
Recordo como era comum na minha infância e juventude, o contar dos dias e dos meses para as chamadas férias grandes; para nós, um ano demorava muito tempo. Hoje, as crianças e os jovens já têm a mesma sensação dos mais velhos – “isto passa muito depressa” …
É urgente que os nossos bebés e crianças consigam crescer com a valorização do tempo, sem pressas, sem artifícios para estarem quietas, com tempo para dormir, para comer, para brincarem e descobrirem o mundo, sem a pressão da rapidez e da pressa, cada uma no seu próprio tempo. Concordarão comigo, é mesmo urgente valorizar a ocupação do tempo!
Nota 1:
Para quem tiver curiosidade de conhecer o Prefácio, um projeto do Teatro Municipal de Ourém (TMO) que envolve a criação de um grupo de teatro para crianças com idades compreendidas entre os 6 e 11 anos, e cujo objetivo é trabalhar as competências fundamentais para o crescimento e desenvolvimento humano (um trabalho brilhante), fica o convite para a visualização de um pequeno filme espetacular. Obrigada, Equipa!
Nota 2:
Inicia esta semana mais um CENOURÉM – XXVI edição, com continuação no último trimestre do ano. Para os menos atentos, trata-se da exibição de teatro amador feito por diversos grupos de todo o concelho e que, ao longo destas vinte e seis edições, continuam a trabalhar e a divulgar a arte do teatro, estando todos de parabéns pelo trabalho desenvolvido.
Mais um desafio para estarem atentos à divulgação da programação e… participarem!
Nota 3:
Ourém assumiu a presidência da Associação dos Caminhos de Fátima. Parabéns!
Fica agora reforçada a responsabilidade e o trabalho no desenvolvimento e construção da identidade dos Caminhos de Fátima. O trabalho conjunto do Centro Nacional de Cultura, do Turismo de Portugal, do Santuário de Fátima, de Municípios e de outras entidades será, com certeza, garantia de um trabalho profícuo com divulgação precisa (e sempre com o foco bem definido) do Caminho até Fátima.

