Ourém fecha 2025 com resultado líquido positivo de 7,7 milhões de euros
Relatório de Gestão e Prestação de Contas aprovado por maioria destaca aumento do investimento municipal, redução da dívida e ausência de pagamentos em atraso.
CARLA PAIXÃO
O executivo da Câmara Municipal de Ourém (CMO) aprovou, na reunião privada de segunda-feira, 20 de abril, o Relatório de Gestão e Prestação de Contas referente ao exercício de 2025, documento que evidencia um resultado líquido positivo de 7,7 milhões de euros e um investimento global superior a 20 milhões de euros.
O documento foi aprovado pela maioria (PSD-CDS/PP), com a abstenção dos vereadores da oposição, Daniel Ribeiro (PS) e Cristina Pereira (Chega).
Em declarações aos jornalistas no final da reunião, o presidente da autarquia, Luís Miguel Albuquerque, sublinhou que o município mantém “contas equilibradas, contas consolidadas”, numa linha de continuidade “daquilo que vem a acontecer nos últimos anos”.
“Hoje aprovámos o relatório referente ao ano de 2025 e continuamos com resultados positivos”, afirmou o autarca, destacando que o resultado líquido positivo de 7,7 milhões de euros representa “um acréscimo de 173% comparativamente ao ano de 2024”.
Segundo o relatório apresentado, o resultado antes de depreciações e gastos de financiamento atingiu os 17,8 milhões de euros, enquanto o resultado orçamental positivo se fixou nos 16,8 milhões.
Luís Miguel Albuquerque sublinhou também a redução da dívida a terceiros, que se situa agora nos 7,1 milhões de euros, menos 14% do que no ano anterior. “Representa um decréscimo de cerca de 1,1 milhão de euros”, precisou.
Por outro lado, o município tem ainda cerca de 15,5 milhões de euros a receber, sobretudo provenientes de fundos comunitários em tramitação. “São essencialmente fundos comunitários que estão a tramitar e que, com certeza, serão pagos”, explicou Albuquerque.
Investimento superior a 20 milhões de euros
O investimento municipal ascendeu a cerca de 20,1 milhões de euros, dos quais 17,5 milhões correspondem a investimento direto da autarquia e 2,6 milhões a investimento indireto, através de juntas de freguesia, IPSS, associações culturais e desportivas e outros programas de apoio municipal.
“O investimento direto representou um aumento de 25% face a 2024, enquanto o investimento indireto aumentou 14%”, disse o presidente da Câmara.
O relatório demonstra ainda um grau de execução da receita de 89,9%, acima da meta de 85% definida pelo Regime Financeiro das Autarquias Locais, e um grau de execução da despesa na ótica dos compromissos de 96,3%.
Sobre este indicador, Luís Miguel Albuquerque esclareceu que o município executou 97% do orçamento previsto, embora a execução efetiva das obras tenha ficado nos 79%, devido a atrasos dos empreiteiros. “Os empreiteiros a quem adjudicámos os trabalhos não executaram 18% do total das obras que tinham a seu encargo”, esclareceu o autarca.
Capacidade de endividamento de 46,5 milhões de euros
O presidente realçou ainda a inexistência de pagamentos em atraso e uma margem de endividamento de 46,5 milhões de euros: “Temos capacidade de endividamento e não temos pagamentos em atraso”.
Luís Miguel Albuquerque conclui que os resultados alcançados confirmam “a estratégia de rigor do executivo ao longo dos anos”, notando que o equilíbrio financeiro da autarquia tem sido acompanhado de políticas de desenvolvimento e investimento no concelho. “Neste balanço do ano de 2025, constato com orgulho, que tivemos a capacidade de manter o rigor e a sustentabilidade da componente financeira municipal”, afirmou.
“Tenho a certeza de que o município apresenta as condições necessárias para manter a sua dinâmica, modernidade, e criar condições estruturais para responder às necessidades do presente e a investimentos fundamentais para o futuro”, projetou o presidente da Câmara, “com sentimento de dever cumprido”.

