Abertas candidaturas | Tomar lança concurso para habitação de arrendamento acessível
A Câmara Municipal de Tomar abriu concurso para quarenta e quatro fogos, com tipologias T2 e T3, com rendas a partir dos 320 euros, destinadas a famílias de classe média.
Aurélia Madeira
O município de Tomar lançou o primeiro concurso de habitação de arrendamento acessível, oferecendo 44 novos fogos de tipologias T2 e T3, com rendas a partir de 320 EUR, destinadas à classe média e jovens, visando responder à crise habitacional, com candidaturas abertas até 23 de outubro e entrega das casas prevista até o final do ano ou início do próximo.
Contactado pelo Notícias de Ourém, o presidente da Câmara nabantina explicou-nos a diferença entre este tipo de habitação, relativamente à habitação social. Neste último caso, o município já possuía cerca de 200 habitações sociais, traduzindo-se em aproximadamente 170 contratos de habitação social. O arrendamento acessível é diferente e pretende dar a resposta à crise de habitação, sendo direcionada para classe média e não a famílias carenciadas.
Trata-se de uma tipologia cujos contratos têm duração de 3 anos, com possibilidade de prorrogação, visando dar uma ajuda às famílias que necessitam, como refere o autarca, de “um empurrão” para organizarem as suas vidas, sendo por isso destinadas a famílias de classe média.
“As rendas são mais baixas que as de mercado, começando em cerca de 320 EUR, e podem aumentar conforme o rendimento das pessoas”, explica Carrão.
Este primeiro concurso de arrendamento acessível em Tomar oferece 44 fogos novos, de tipologias T2 e T3. As candidaturas abriram no dia 20 e, dia 21 “em pouco mais de 24 horas, já havia cerca de 20 candidaturas submetidas, com um perfil jovem predominante”, informa o presidente da Câmara.
Agora, o procedimento concursal durará um mês, até 23 de outubro. Embora o objetivo seja dar resposta aos tomarenses, pessoas de fora do concelho também podem concorrer. Trata-se, no fundo, de “uma opção estratégica”, afirma, “nós temos dois objetivos: o primeiro é encontrar resposta ao nível da habitação para os tomarenses, para as famílias da classe média tomarense, para os jovens tomarenses, mas também, pode ser uma ferramenta para atrair outras pessoas para virem para Tomar. Queremos mais população, queremos inverter esta perda demográfica a que temos assistido ao longo dos últimos anos em Tomar”.
Para que uma candidatura seja elegível”, há um nível de rendimento mínimo equivalente ao salário mínimo nacional, exigindo que o candidato tenha o seu próprio ordenado. Por outro lado, o regulamento estabelece vários critérios para classificar as candidaturas, considerando a taxa de esforço idealmente em 1/3 do rendimento disponível.
Esta é “uma iniciativa que busca proporcionar uma opção de habitação digna e acessível para 44 famílias”.
Estas habitações situam-se na zona de Marmelais, perto dos centros de saúde da cidade, onde há um prédio com 12 fogos, da escola de Santa Iria e na Chorumela, onde ficam 3 prédios com um total de 32 fogos. Na Chorumela (perto do Regimento de Infantaria N.º 15) “existe um lote vazio onde se planeia construir mais um prédio para arrendamento acessível”, afirma Tiago Carrão.
Todos os projetos são protocolados com o IHRU e financiados pelo PRR, com as obras concluídas dentro do prazo.
De referir ainda que se trata de novos edifícios, “a estrear”, cujas obras estão em frase de conclusão.

