Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria, Tomar | Lanternas flutuantes voltam a iluminar Tomar e o rio
1000 lanternas vão encher o rio Nabão, em Tomar, de luz e movimento. É o festival de lanternas flutuantes, organizado pelos professores e alunos do 2º ciclo do Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria, que atrai muitos habitantes locais, mas também muitos forasteiros, para aquele que foi o primeiro a realizar-se na Europa.
AURÉLIA MADEIRA
Dia 13 de junho, a partir da 21h21m, vai realizar-se mais um festival de lanternas flutuantes, no rio Nabão, em Tomar, entre a ponte Velha e a ponte do Flecheiro. Com 1000 lanternas, o Festival de Lanternas Flutuantes é produzido e realizado com materiais biodegradáveis, por alunos do segundo ciclo e o percurso é acompanhado pelo Centro de Formação Desportiva – Canoagem, recolhendo qualquer material que fique depositado no leito do rio.
No final do percurso é feita a recolha dos materiais para reciclagem ou reutilização nas edições seguintes.
No dia do Festival, as atividades no terreno serão realizadas por um grupo de alunos do 2º ciclo, professores e auxiliares de ação educativa.
Participarão ainda elementos da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia.
Todos os alunos do 6º ano apresentaram uma proposta de imagem para o cartaz que, depois de escolhida, foi pintada a lápis de cor e trabalhada digitalmente para acrescentar as informações escritas e os logotipos da escola e dos parceiros.
Com os apoios da Câmara e Junta de Freguesia Urbana, o Festival de Lanternas Flutuantes tem ainda como parceiro a empresa SOFALCA, no fornecimento das placas de aglomerado de cortiça expandida e na reciclagem das placas danificadas durante as edições anteriores.
No âmbito desta parceria foi realizada uma visita de estudo à fábrica e decorreram duas palestras, onde se destacaram as potencialidades e a sustentabilidade dos produtos, bem como a preocupação com o meio ambiente, uma vez que todos os processos têm uma pegada de carbono nula.
As lanternas, 1000 na sua totalidade, são compostas por uma base de aglomerado de cortiça expandida, com 25x25x2,5, 4 paus de espetada, papel vegetal e 1 vela artesanal.
As velas são feitas de parafina, cortadas em pedaços pequenos, derretida e moldada, levando um fio de pavio no seu interior. Quando estão completamente arrefecidas, são desenformadas. Os paus de espetada foram cortados para ficarem com a medida necessária.
De recordar ainda que o festival não se realiza há quatro anos quando, pela segunda vez, as lanternas encheram o rio, entre as duas pontes, de luz e movimento e as suas margens abarrotaram de gente.
Apesar da popularidade noutros continentes, o Festival de Lanternas Flutuantes de Tomar foi pioneiro na Europa e, afirma a organização, “é a este trabalho original que queremos dar continuidade, consolidando as aprendizagens que fazemos nas várias disciplinas”.


