A Europa e o Mundo
Editorial por Francisco Pereira
O dia 8 de maio de 1945, ficou marcado na história como o dia da vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial sobre a Alemanha nazi. Decorridos cinco anos após o fim deste conflito que deixou a Europa profundamente devastada, a 9 de maio de 1950, o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Robert Schuman, proferiu um discurso histórico no qual propunha uma Europa unida através da integração e da cooperação, como forma de garantir a paz e a prosperidade no continente. A chamada Declaração de Schuman lançou as bases daquilo que viria a ser a atual União Europeia, tendo sido, posteriormente, instituído o dia 9 de maio como o Dia da Europa.
Porque não é possível prosperar em guerra nem viver em paz num contexto de crise económica, os líderes europeus terão então compreendido que paz e prosperidade estão profundamente interligadas.
Por cá, e como já foi várias vezes referenciado neste jornal, a adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia, hoje União Europeia, deu-se em 1986, assinalando-se agora as quatro décadas desse momento histórico. Antes desta data, já muitos portugueses andavam lá por “fora”, tendo, muitos deles, atravessado as fronteiras “a salto” no tempo do Estado Novo, à procura de melhores condições de vida para si e para os seus.
Esses emigrantes desempenharam um papel essencial na reconstrução da Europa do pós-guerra, particularmente em países como a França e a Alemanha, contribuindo para a concretização dos ideais de paz e desenvolvimento deste velho continente.
A eles, aos nossos queridos emigrantes, devemos também uma justa homenagem. Foram eles que ajudaram a elevar o nome de Portugal na Europa e no mundo, contribuindo para a construção da identidade que hoje partilhamos.
