Via Sacra volta a levar muita gente aos castelos
O sol veio trazer luz e cor à Via Sacra deste ano, que teve lugar na Sexta-Feira Santa, na vila histórica de Ourém, ali levando centenas de pessoas.
TEXTO: AURÉLIA MADEIRA | FOTOS: ZÉ PAULO MARQUES E LUÍS RIBEIRO
Num dia quente, com as árvores em flor, as janelas engalanadas com colchas e uma agradável aragem, o conjunto não podia ser mais propício à realização deste acontecimento que, todos os anos, traz muitas centenas de pessoas à Vila Medieval de Ourém e já vai fazendo parte das tradições concelhias.
Reconhecida como uma das melhores representações bíblicas no país, a Via Sacra de Ourém recria as últimas passagens da vida terrena de Jesus Cristo, dramatizadas por cerca de 100 atores e figurantes locais. A entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém deu, mais uma vez, início a esta recriação bíblica, que se iniciou junto à igreja e percorreu as 14 estações, até à crucificação de Jesus, já no terreiro de Santiago, onde está a estátua de D. Nuno Álvares Pereira.
Um momento alto para Ourém, mas também para os comerciantes locais, com quem o NO falou e nos afirmaram a importância do evento, defendo que outros mais ali se deveriam realizar, a fim de levar mais vida ao espaço.









Francisco Ferreira, da Leitão & Cª, defende uma bolsa de estacionamento em Santo Amaro e um transfer, “tipo comboio turístico de Fátima”, para a vila medieval. Também gostaria de ver mais realizações culturais no espaço central, em frente à igreja, que considera ter condições excecionais para isso e diz que, ele próprio, pretende levar mais música ao espaço, este Verão. Defende, inclusivamente, que ali se realizem alguns mercados temáticos e garante que é urgente dar a conhecer a vila velha de Ourém aos visitantes de Fátima, acrescentando que, ele próprio, faz isso, no seu restaurante naquela cidade.
Também José Manuel Reis, da Tasca da Ginjinha, acredita ser muito necessária mais animação para aquele espaço, durante o ano. Diz que o elevador projetado é importante, mas insuficiente porque “ajuda a subir as pessoas de idade”, mas “devia ir a Ourém”. Não tem dúvidas que o sítio ideal para as chegadas e partidas seria na antiga rodoviária, mas uma vez que não foi possível, deveria encontrar-se outra solução. Afirma que os autocarros não têm condições para ali chegar e fala de um condutor que arriscou a levar lá um grupo de visitantes, mas, logo a seguir, terá dito que não voltaria a fazê-lo, porque “ficou com o autocarro todo partido, atrás e à frente”. José Reis, se por um lado defende mais eventos, por outro, não deixa de dizer que importa também que haja adesão da população para os mesmos.

