Mercado de roupa em segunda mão em Ourém | Da sobrevivência à tendência
Uns procuram peças únicas, outros saciam o vício nas compras e há ainda quem não consiga comprar novo, a febre das lojas de roupa em segunda mão é muito mais do que uma tendência.
Eva Gomes
A DECO Proteste alertava, a 16 de setembro, para o maior aumento do preço do cabaz alimentar em dois meses, custando 255,76 euros, mais 71 cêntimos que na semana anterior. Comparando com o preço do cabaz no início do ano, custa agora aos portugueses cerca de 14 euros a mais comprar os essenciais.
A associação de apoio ao consumidor denunciava ainda que os preços teriam tendência em subir nas próximas semanas e meses, face ao aumento histórico do preço dos combustíveis.
No dia 20 de setembro, Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis referia que o gasóleo deveria de subir 6,5 cêntimos por litro, deixando o preço médio em torno dos 2,22 euros. A gasolina apontava um aumento de cinco cêntimos, para cerca de 2,11 euros por litro.
O preço do cabaz alimentar está intrinsecamente ligado ao valor do combustível, sendo este o motor de influência na economia, a partir da distribuição de bens alimentares.
Aliado à distribuição, devemos ainda falar do combustível no setor agrícola, que acaba por influenciar o preço a que o produtor vende os seus produtos. Com o aumento do preço dos combustíveis, os agricultores denunciavam “não aguentar” o valor do gasóleo agrícola, sendo necessário aumentar os preços, refletindo assim nos preços para o consumidor final.
Assim, o aumento do custo de vida tem preocupado os portugueses, de norte a sul do país.
Numa altura em que a população começa a apertar os cordões da carteira, soluções como lojas de roupa em segunda mão são a escolha de muitos. O Notícias de Ourém foi falar com as proprietárias das duas lojas de objetos em segunda mão da cidade de Ourém, para perceber como os oureenses estão a lidar com esta nova realidade.
Artigo completo no Notícias de Ourém de 25 de setembro de 2026

