Filarmónica Freixiandense começará atividade em setembro 

Freixianda vai ter banda filarmónica 

A Vila de Freixianda vai passar a ser a casa da “Filarmónica Freixiandense”, que deverá começar atividade no mês de setembro. O Notícias de Ourém conversou com o fundador, Ricardo Barbosa, sobre esta nova banda filarmónica.

Eva Gomes

Uma nova banda filarmónica começa a ganhar forma na Vila de Freixianda. O projeto, com o nome Filarmónica Freixiandense, deverá começar atividade no mês de setembro, de acordo com o fundador, Ricardo Barbosa. 

A ideia surge do facto de “não existir nenhuma banda filarmónica nas proximidades”. De acordo com Ricardo, as pessoas das localidades ao redor da União de Freguesias de Freixianda, Formigais e Ribeira do Fárrio sentiam “carência de um projeto destes”. 

Reunidas as condições, com alguns alunos e músicos associados, a Filarmónica Freixiandense deverá de ter uma reunião geral no dia 29 de agosto, para “apresentar o projeto aos alunos e pessoas que queiram fazer parte”. 

O plano inclui a criação de uma Escola de Música, uma Banda Filarmónica, e mais tarde, um Coro Juvenil.  

“Queremos nos destacar pelas diferenças do que trazemos e ser um complemento às atividades já existentes, não nos queremos sobrepor”, esclarece Ricardo Barbosa. 

De momento, encontram-se a tentar criar uma parceria com o Conservatório de Música e Arte do Centro, de maneira a dar “a possibilidade de os alunos continuarem os seus estudos nessas instituições, podendo seguir um ensino mais profissionalizado”. 

Uma das dificuldades que o fundador aponta é o elevado custo dos instrumentos. “De momento estamos a procurar dar destaque à percussão e ao sopro, os elementos essenciais do estilo filarmónico”, apesar do no futuro quererem acrescentar “violoncelos e outros instrumentos de corda”. 

A sede da Filarmónica foi cedida pelos proprietários do antigo “Restaurante Cardal”, na Freixianda, onde passaram a exercer todas as atividades da banda. 

“Nós não somos uma associação”, sublinha Ricardo. “Inicialmente, vamos fazer como se fosse quase uma empresa, onde temos o fator diferenciador. Vamos dar uma pequena compensação, uma parte dos serviços aos músicos”, clarifica. 

Ricardo Barbosa é músico nos tempos livres. Começou o seu percurso na música “numa brincadeira”, tendo ingressado no Conservatório de Aveiro, onde completou os estudos. 

Foi ainda diretor pedagógico em diversas bandas e chegou a dar aulas, tendo estado muito envolvido na “parte preparatória dos músicos”. Foi ainda maestro, numa banda no norte do país. É assim, que surge o desejo de contribuir no panorama cultural do concelho de Ourém. 

O fundador aponta que, principalmente na educação de crianças, a vida em banda filarmónica é extremamente positiva. “Uma banda de filarmónica costuma ser o primeiro trabalho, onde eles têm um horário, uma rigidez em termos funcional, onde têm, obviamente, as primeiras funções de trabalhar em grupo. E é isso que nós queremos transmitir”, diz Ricardo. 

A Filarmónica Freixiandense procura amantes da música, seja de banda ou de outros estilos musicais, interessados em fazer parte de um projeto ambicioso, independentemente da idade. “Uma banda filarmónica é uma família onde se vê pessoas desde os oito anos aos noventa anos”, conclui. 

Após iniciarem atividade no mês de setembro, a Filarmónica conta em poder apresentar o seu primeiro concerto em dezembro deste ano, apesar de ainda estar dependente “dos próximos passos”.