40 anos no mercado da construção | Era uma vez a Desarfate 

A Desarfate – Construções & Obras Públicas, Lda., anteriormente designada Desarfate – Desaterros de Fátima, Lda., celebra no mês de abril 40 anos de atividade. Jorge Pereira, dono da empresa de construção, traça uma linha condutora do passado e presente da empresa, em entrevista com o Notícias de Ourém. 

EVA GOMES

Como é que começou a Desarfate e em que moldes? 

A Desarfate foi constituída por dois sócios fundadores, o meu pai, Armando Pereira Francisco, e o irmão da minha mãe, Anastácio Marto Neves. Começaram os dois com poucas máquinas e poucos trabalhadores. 

No início, dedicavam-se mais às escavações das moradias. Era o foco da empresa. Foi evoluindo, aos poucos, consoante o trabalho que faziam.  

E como é que foram os primeiros anos? 

Foram comprando mais uma máquina, mais um camião, vai entrando mais um trabalhador ou outro. A empresa andou muitos anos ali, se calhar com uma meia dúzia de trabalhadores. Faziam sobretudo trabalhos aqui na zona de Fátima. Tudo o que envolvesse o trabalho de máquinas eram eles é que faziam. Construiu-se muito prédio. Fazia-se muito saneamento também. 

Mais tarde, começaram a aparecer outro tipo de obras, como loteamentos. Foi por essa altura que entrámos no ramo das obras públicas, ao qual nos dedicamos ainda hoje. 

E o seu pai e o seu tio geriam a empresa… 

Sim, digamos que sim. O meu pai andava nas obras, com as máquinas. O meu tio, que era mecânico, ficava na oficina. O meu pai acabou por assumir mais um papel de gerente porque o meu tio preferia estar a trabalhar na oficina, apesar de também tomar decisões. 

Como é que o Jorge acabou por entrar na Desarfate? 

Comecei a trabalhar para a Desarfate com cerca de 16 anos. Nunca gostei muito de estudar. Mesmo o meu nono ano foi tirado à tarde. De manhã trabalhava, de tarde ia para a escola. Acabei por desistir dos estudos e vim trabalhar a tempo inteiro para a empresa do meu pai. 

Comecei por trabalhar com máquinas, a manusear o que chamamos Bobcat. Uns anos depois, tirei a carta de pesados, ou seja, passei a conduzir camiões. Acabei por ser chefe de uma equipa, de quatro ou cinco pessoas. Aprendi com a prática. Acho que foi um bom curso que eu tirei no terreno, com a prática, porque hoje em dia tenho muita facilidade em gerir qualquer crise e resolver problemas que existam no dia –a dia. 

Entrevista completa no Notícias de Ourém a 17 de abril de 2026