Aldeias de Bem-estar | “A comunidade é que faz a diferença”

No âmbito do Plano de Animação Territorial, Territórios Felizes, a ADIRN – Associação de Desenvolvimento do Ribatejo Norte, realizou, no sábado, dia 25, uma jornada de “bem-estar”, no Parque Natureza do Agroal, onde explicou o projeto e organizou algumas atividades que deram a conhecer o local aos visitantes, em alegre convívio. 

Aurélia Madeira 

A  ADIRN – Associação de Desenvolvimento do Ribatejo Norte preparou uma jornada de ação no Parque Natureza do Agroal, que, a juntar a outras, tem em vista revitalizar um lugar onde a natureza e a água de nascente, que muitos acreditam ter características terapêuticas para doenças de pele, tem tudo para atrair os que buscam uma vida calma e de bem-estar, seja para morar, seja apenas para visitar, em turismo. Por se tratar de uma população envelhecida, essa atração é importante, já que este projeto depende, sobretudo, como nos explica Jorge Rodrigues da ADIRN, do querer da comunidade para que esta “se autotransforme num processo de criar um território feliz”. Porque “a comunidade é que faz a diferença”. 

Formigais, uma aldeia de bem-estar? 

Naturalmente que há critérios para a certificação das aldeias de bem-estar, mas, diz o responsável, “à partida, todos elas podem chegar lá. Não têm que ser especialmente bonitas, não têm que ter especial património, não têm que ter rios, belezas, montanhas.  Podem ter isso tudo, mas a comunidade, a vontade da comunidade é que vai fazer a diferença”. No caso de Formigais, o facto da aldeia se estender ao longo de uma estrada, com vários lugares dispersos, e não se tratar de uma povoação centrada, pode trazer um bocadinho mais de dificuldade, mas nada é inultrapassável. 

O engenheiro dá o exemplo da Serra de Santo António, cujos responsáveis estiveram presentes no evento, para dizer que o facto de a sua população estar concentrada na aldeia, isso facilita o trabalho. 

“São processos diferentes”, afirma Jorge Rodrigues, “mas, acredito que o Parque de Natureza do Agroal já é, mas pode ser potenciado, uma âncora forte da atividade deste local”, associado a património municipal como “a escola primária que está pronta a funcionar, a recuperação de um moinho que a junta de freguesia já está a fazer, com todo este roteiro, os passadiços” (agora danificados pela tempestade Kristin) e a consciência de que, “durante o verão, vêm milhares de pessoas aqui à nascente do Agroal”. 

Artigo completo no Notícias de Ourém de 27 de março de 2026