Ourém | Feira Nova de Santa Iria, memória e tradição
A Feira Nova de Santa Iria, em Ourém, encerrou no domingo, 25 de outubro, após quatro dias de programação que cruzou a tradição e a promoção da atividade económica local com música e gastronomia.
Carla Paixão
Com 76 expositores e mais de 20 que ficaram de fora por falta de espaço, a Feira Nova de Santa Iria voltou a celebrar a tradição em Ourém, entre 22 e 25 de outubro, com tasquinhas, divertimentos e concertos.
Na cerimónia de abertura, o presidente da Câmara, Luís Miguel Albuquerque recordou as dificuldades em atrair participantes quando o atual executivo tomou posse, em 2017, e atribuiu a evolução da feira à aposta na diversificação da oferta e na animação musical.
“Este é um certame centenário, que as pessoas do concelho de Ourém se habituaram a vivenciar e a frequentar. Temos procurado manter viva esta tradição, mas também revitalizá-la e inovar, para que a feira continue a ser um evento vivo, apelativo e capaz de receber todos aqueles que nos querem visitar”, afirmou o autarca.
Albuquerque recordou que, quando assumiu funções, a feira atravessava um período de perda de dinamismo. “Quero dizer-vos, de forma muito breve, o seguinte: quando iniciámos funções, em 2017, tínhamos dificuldades em encontrar expositores em número suficiente para ocupar todos os espaços disponíveis. Também sentíamos dificuldades em atrair divertimentos, restaurantes e bares, porque a feira estava a perder dinamismo.”
Sem deixar de reconhecer o contributo de quem manteve a tradição ao longo dos anos, Luís Miguel Albuquerque considerou que era necessário inverter essa tendência e tornar o certame mais atrativo. A edição deste ano contou com 76 expositores, mais de 20 dos quais ficaram de fora por falta de espaço, sete divertimentos, três restaurantes, três bares e dez espaços de street food.
“A diferença é evidente e nota-se na própria feira. Tudo isto resulta do esforço que temos feito para inovar e introduzir novas propostas, tornando o certame mais atrativo e diversificado”, sublinhou.
Mais música e gastronomia
A programação musical foi uma das apostas para atrair visitantes ao Parque da Cidade e ao Centro Municipal de Exposições. Ao longo dos quatro dias de feira passaram pelo palco artistas como Xarepa Band, Bispo, DJ Flow2Dealers, UHF, Sempr’Abrir e Os Vizinhos, num cartaz que cruzou diferentes gerações e estilos musicais.
A organização alargou a programação a quinta-feira, com um concerto dos Xarepa Band, procurando “aumentar o número de dias de animação e proporcionar mais motivos para se visitar a feira”. Outra novidade foi o horário do concerto de encerramento. Os Vizinhos subiram ao palco no domingo, às 19h00, mais cedo do que é habitual.
Luís Miguel Albuquerque justificou a antecipação do concerto com a mudança para o horário de inverno e a tendência para o público regressar mais cedo a casa. O presidente da Câmara de considerou que a alteração permitiria “aproveitar a presença dos visitantes na feira e prolongar a permanência do público no último dia, antes da hora de jantar”.
A componente gastronómica voltou a ter um lugar de destaque na Feira Nova de Santa Iria, com as tasquinhas dinamizadas pelas associações do concelho, os restaurantes e os espaços de street food. Por sua vez, a Mostra Empresarial reuniu empresas de diferentes setores, contribuindo para a promoção da atividade económica local e para a divulgação de produtos e serviços.
No interior do Centro Municipal de Exposições, o espaço “Saberes, Sabores e Tradições de Ourém” complementou a oferta com oficinas, demonstrações, momentos de showcooking, mostras gastronómicas, degustações e atividades de animação infantil. A iniciativa procurou valorizar a produção local, os saberes tradicionais e a gastronomia, envolvendo visitantes de diferentes idades.
Sentir a feira e avivar memórias
Para Luís Miguel Albuquerque, a Feira Nova de Santa Iria tem também uma dimensão afetiva, associada às memórias de infância. O autarca recordou os momentos que passou no recinto e a importância que o certame mantém para a população do concelho.
“Eu próprio passei aqui muitos momentos da minha infância, que recordo sempre com muita nostalgia, mas também com muita alegria. É, por isso, uma feira que tem um significado especial para mim”, afirmou.
Tradicionalmente associada ao último fim de semana de outubro, a feira continua a ser um dos momentos de encontro da comunidade oureense e uma oportunidade para as associações, os empresários e os produtores locais darem a conhecer o seu trabalho.
No discurso de abertura, antes de cortar a fita, o presidente da Câmara agradeceu ainda a participação dos expositores, dos responsáveis pelos divertimentos, dos restaurantes e das associações, considerando que o envolvimento destes agentes é determinante para a continuidade daquela feira.
“Quero também agradecer muito a todos os expositores, aos responsáveis pelos divertimentos, aos restaurantes e às associações que continuam a acreditar nesta feira e que, mais uma vez, aceitaram estar aqui connosco”, afirmou.
A edição de 2026 encerrou no domingo, 25 de outubro, após quatro dias de programação que cruzou a tradição e a promoção da atividade económica local com música e gastronomia.

