Paixão do Artesão reabre em novo espaço
A loja de artigos para artesanato, Paixão do Artesão, abriu portas no novo espaço, junto ao Mercado de Fátima, no passado dia 6 de setembro. A propósito desta nova etapa, o Notícias de Ourém falou com Sónia Vieira, proprietária e artesã.
Eva Gomes
Há 17 anos que a Paixão do Artesão abriu portas em Fátima, perto do Mercado. Neste espaço de tempo passou por duas lojas, relativamente perto do local onde reabriu portas no passado dia 6 de setembro.
Para Sónia Vieira, proprietária e artesã, é “um sonho realizado”. “Quis sempre poder comprar a minha própria loja e surgiu agora a oportunidade para o fazer”, revela.
O espaço que nos acolhe é composto por prateleiras intermináveis, repletas de linhas para croché, tricô, e outros tipos de artesanato que envolva fibras.
Ao fundo da loja vê-se uma figura de Nossa Senhora de Fátima feita em croché, uma das milhares de peças que Sónia fez. Esta estatueta demorou entre oito a dez horas para ficar concluída.
Sónia aponta para a montra, onde está um vestido cor-de-rosa de croché. “Fiz em menos de um mês para poder usar para a abertura da nova loja”, conta, com orgulho, a artesã.
Por entre fios e agulhas, este é o mundo de Sónia, uma mulher que acredita que todos os sonhos são possíveis de concretizar.
Uma vida em croché
Sónia Vieira conta que nasceu “a fazer croché”. “Fiz a minha primeira camisola com 10 anos e ainda a tenho guardada, como a relíquia que é”, afirma.
Aprendeu a fazer croché, ponto-cruz e arraiolos com as várias mulheres da sua família, desde a avó, mãe e tias. Assim, toda a vida trabalhou com fibras.
Formou-se em projeção de mobiliário na Escola Profissional de Ourém, tendo ido estagiar para a empresa Móveis Mendes. Por lá ficou durante uns anos, no papel de desenhadora de móveis.
Esteve cerca de dez anos noutra empresa de móveis, onde fazia o desenho de móveis, maquetes, e toda a projeção de mobiliário. Infelizmente, “a empresa faliu e teve de mandar embora 30 pessoas, tendo sido uma dessas pessoas”.
Sónia afirma ser uma pessoa “que não consegue ficar de braços cruzados” e, com apoio do seu marido, abriu uma loja onde expunha as suas peças de artesanato feitas em croché.
“Sempre foi o meu sonho poder viver da minha paixão que é o croché e, portanto, foi ao que me dediquei”, explica a artesã. Com muito trabalho e esforço, tem mantido o seu negócio aberto há cerca de 17 anos.
Um dos momentos decisivos para a criação do seu negócio de artesanato foi o nascimento da sua primeira filha. “Na altura fiz roupinha, acessórios e até aquelas capinhas para os documentos em croché, e toda a gente elogiava e perguntavam onde tinha comprado. Era engraçado ver a surpresa na cara das pessoas quando dizia que tinha sido eu a fazer”, conta.
Ao longo do tempo, foi adicionando outras valências na sua loja, como a venda de fios e fibras, como o trapilho, agulhas, e materiais para croché e tricô. “Fazia todo o sentido poder direcionar os meus clientes para os produtos que necessitavam para construírem as suas próprias peças”, conclui.
Artigo completo no Notícias de Ourém de 18 de setembro de 2026

