Carlos Frias de Carvalho | “Um pobre poeta, um químico alquimista, um galerista modesto”

Assim se define o oureense de Seiça-Ourém (como ele diz), Carlos Frias de Carvalho. Engenheiro químico de formação, foi a sua paixão pela arte e a cultura que fez dele poeta e galerista. Quando publica mais dois livros, o Notícias de Ourém foi visitá-lo a Lisboa onde tem uma galeria de Arte Contemporânea. 

Aurélia Madeira

Com cerca de 40 títulos publicados, Carlos Frias de Carvalho, o poeta de Seiça, acaba de lançar mais dois: um, bilingue, em França, “Sombra Iluminada”, e “Silêncio Povoado”, que continua uma série de obras dedicadas ao silêncio que tanto apraz ao seu autor. 

Estes lançamentos foram o mote para o Notícias de Ourém, (onde ele escreveu por muito tempo, “desde o tempo do Rito”, como gosta de lembrar), ir visitá-lo, à sua galeria, em Lisboa. Aí se desenvolveu uma grande conversa sobre arte e poesia, cujo gosto, Carlos Frias de Carvalho, começou a desenvolver logo na meninice, quando se perdia na natureza das terras dos avós “lavradores”, ou nas margens da ribeira de Seiça. Também o facto de o pai ser ferroviário, o transporta para as linhas de comboio, as brincadeiras com os amigos de infância, por vezes perigosas, que ali tinha, o túnel que percorre, a grande ponte que, depois é dividida em duas… são “as terras e o comboio” o que mais vai influenciar a sua obra. “O comboio era o nosso brinquedo”, afirma o poeta, com um sorriso.

Artigo completo no Notícias de Ourém de 18 de setembro de 2026