Fátima | Turista espanhola morre em incêndio num hotel
Mulher, de 63 anos, estava integrada num grupo de turistas espanhóis. Incêndio começou num quarto do primeiro andar e obrigou à retirada de 52 pessoas. A Polícia Judiciária está a investiga as causas.
Uma turista espanhola, de 63 anos, morreu na madrugada desta segunda-feira, 31 de Agosto, na sequência de um incêndio num hotel em Fátima. O fogo deflagrou num quarto do primeiro andar e provocou uma intensa acumulação de fumo no edifício, obrigando à evacuação de 52 pessoas, entre hóspedes e funcionários.
Os Bombeiros Voluntários de Fátima foram chamados às 00h39. À chegada, encontraram um quarto do primeiro piso a arder e iniciaram de imediato as operações de busca e salvamento, numa tentativa de localizar a ocupante. “Iniciou-se a busca para ver se ainda conseguiam retirar a vítima com vida. Já não foi possível”, contou ao Notícias de Ourém Joaquim Gonçalves, comandante dos Bombeiros Voluntários de Fátima.
O incêndio estava confinado ao quarto daquela peregrina e acabou por ser rapidamente dominado. O principal problema foi a propagação do fumo pelo edifício. Segundo Natália Pereira, uma das gerentes do hotel, o rececionista da noite ouviu o alarme, foi verificar a situação e encontrou o quarto já cheio de fumo. Fechou a porta, acionou os procedimentos de emergência e começou a alertar os hóspedes para saírem do edifício.
“Aquela senhora já não respondeu”, conta Natália Pereira. A gerente admite que a vítima “poderia já ter morrido antes de o alarme ter sido acionado”, mas sublinha que ainda não é possível determinar com precisão o que aconteceu.
Fumo espalhou-se pelo hotel
Apesar de o fogo ter ficado circunscrito ao quarto, o fumo espalhou-se pelo primeiro piso do hotel e obrigou à retirada dos ocupantes. Os bombeiros apoiaram a evacuação, incluindo de algumas pessoas mais velhas, e utilizaram a autoescada para retirar hóspedes através da varanda.
No total, foram mobilizados seis veículos dos Bombeiros Voluntários de Fátima, com 20 operacionais, além de um veículo dos Bombeiros Voluntários de Ourém, com cinco elementos, uma viatura médica de emergência e reanimação e a GNR.
“Combateram o incêndio e foram retiradas todas as pessoas que estavam no edifício”, resume Joaquim Gonçalves. A operação terminou sem registo de outros feridos.
Natália Pereira garante que os quartos dispõem de detetores de fumo, como é exigido, e explica que o incêndio terá produzido sobretudo uma grande quantidade de fumo. “O monóxido de carbono é muito tóxico”, afirma, admitindo que a mulher possa ter sucumbido à inalação de fumos antes de conseguir sair do quarto.
A gerente rejeita, contudo, avançar com conclusões sobre a origem do incêndio. Uma das hipóteses que está a ser equacionada é a de uma vela acesa levada para o quarto ter provocado a ignição de tecidos ou roupa. Os materiais existentes no quarto, garante Natália Pereira, são “antifogo” e, em vez de propagarem chamas, terão contribuído para a formação de um fumo denso. A hipótese, porém, está ainda por confirmar.
Polícia Judiciária investiga
A Polícia Judiciária esteve no local ainda durante a intervenção dos bombeiros. Depois de o incêndio ter sido extinto e reunidas condições de segurança, os inspetores entraram no edifício para recolher indícios e determinar a origem e as circunstâncias da ignição.
Joaquim Gonçalves confirma que, nesta fase, não é possível apontar uma causa. “A Judiciária está a fazer a sua investigação, portanto temos que aguardar que eles digam alguma coisa”, afirma o comandante, afastando especulações sobre uma eventual vela ou cigarro.
A vítima estava integrada num grupo de turistas espanhóis. Os restantes elementos do grupo foram, realojados no próprio hotel, mas regressaram a Espanha esta terça-feira.
O quarto onde ocorreu o incêndio ficou “completamente destruído”. Na terça-feira, o primeiro piso encontrava-se ainda em trabalhos de limpeza devido ao fumo.
Segundo Natália Pereira, o hotel está “a voltar à normalidade possível”, mantendo-se em funcionamento enquanto decorre a investigação. Apenas o espaço diretamente afetado pelo incêndio permanece condicionado. “Foi uma tragédia. Os nossos pensamentos vão para a família da vítima”, disse a gerente do hotel ao Notícias de Ourém, concluindo que neste momento “tudo mais que possa ser dito são especulações”.
CP

