“Estações Efémeras” num ambiente natural 

Leirena Teatro traz animação ao Agroal 

A Praia Fluvial do Agroal foi palco do espetáculo “Estações Efémeras”, um projeto da companhia Leirena Teatro, em colaboração com o CRIF – Centro de Reabilitação e Integração de Fátima e do Grupo de Teatro Amador da Casa do Povo de Fátima (AMITAF). 

Eva Gomes 

No passado domingo, dia 16 de agosto, a área junto à piscina da Praia Fluvial do Agroal acolheu o espetáculo original “Estações Efémeras”. Esta iniciativa criativa proporcionou, de forma gratuita, uma performance engraçada para os visitantes do Agroal. 

O projeto promovido pela companhia Leirena Teatro contou com a participação de elementos do CRIF – Centro de Reabilitação e Integração de Fátima e do Grupo de Teatro Amador da Casa do Povo de Fátima (AMITAF).  

Entre demonstrações de acrobacias de circo junto ao rio e performances espontâneas, a animação foi garantida na tarde de domingo. 

“Estações Efémeras” é nada mais que uma residência artística onde atores, artistas de circo e os elementos do CRIF e AMITAF desenvolvem a estrutura do espetáculo apresentado no Agroal.  

Durante duas semanas, os artistas profissionais da companhia de teatro estiveram a desenvolver o espetáculo com os elementos dos grupos oureenses. Cinco performers profissionais criam cinco solos, quatro de teatro e um de circo contemporâneo, que se encontram com duas criações comunitárias desenvolvidas pelo CRIF e pelo AMITAF. 

A performance refletiu, assim, as tradições locais, as características do património natural envolvente e uma importante mensagem de preservação ambiental, num esforço de promoção do património natural e a identidade cultural oureense. 

Esta é a segunda vez que o Leirena Teatro traz ao Agroal este espetáculo. Em 2024, a residência artística foi realizada com o Rancho Folclórico Verde Pinho e o Grupo Etnográfico Bernardense, no tal esforço de preservação de cultura e tradição local.  

Fundado em 2011, o Leirena Teatro procura desde então realizar projetos diferenciadores, através de atividades como “Estações Efémeras” e de apoio às várias artes performativas, como o teatro, circo e dança. A estrutura é financiada pela Direção-Geral das Artes e República Portuguesa.