109 anos do Café Central | “Quer um cafezinho?”
O Café Central, em Ourém, no mês de maio, celebra 109 anos de abertura. Testemunha das mudanças que a cidade sofreu, Nuno Ribeiro, gerente do café, traça a linha temporal de um século em constante transformação.
EVA GOMES
A esplanada do Café Central, na praça Dr. Agostinho Albano Almeida, encontra-se aberta, como sempre. Apesar de, nos dias que correm, não ter tantos clientes como outrora, as portas estão abertas para quem queira tomar um café e comprar umas raspadinhas.
Nuno Ribeiro, o gerente deste estabelecimento, conta que a grande vantagem do seu café é a vertente de “quiosque”, pois vendem jornais, revistas, tabaco e são um posto de apostas dos Jogos da Santa Casa da Misericórdia.
“Há quem venha cá todos os dias para comprar raspadinhas e beber café”, refere Nuno.
Há cerca de 30 anos, o pai de Nuno assumiu a propriedade do Café Central. Na altura, terá adquirido o café porque “tinha um grande gosto pela restauração e serviço ao público”.
Este café centenário é uma cápsula do tempo, com os seus azulejos da década de 50 (fruto de uma das várias renovações) e mural com a antiga fachada do café. Ali está um museu vivo, congelado num tempo em que o centro da cidade ainda vibrava com negócios e consumidores.
“Existe uma grande necessidade da Câmara repensar este espaço, de dar incentivo à revitalização do centro da cidade”, sublinha o gerente do café.
Artigo completo no Notícias de Ourém de 8 de maio de 2026

