Zonas Industriais de Ourém: o retrato fotográfico 

Três semanas depois da Kristin 

Já passaram três semanas desde que a tempestade Kristin assolou o concelho de Ourém, com os ventos fortes e a chuva persistente. Enquanto uns tentam voltar à normalidade, outros calculam o valor dos estragos. 

As zonas industriais do concelho foram gravemente afetadas. Até à data de fecho desta edição do Notícias de Ourém ainda não existiam dados oficiais acerca das empresas afetadas pela tempestade. 

Em assembleia municipal, Luís Miguel Albuquerque, presidente de Câmara Municipal de Ourém, afirmou que estavam contabilizadas “79 empresas” que sofreram danos com a depressão Kristin, “número que tem vindo a subir diariamente e acreditamos possa ser bastante superior”. 

Sem dados oficiais, apenas podemos voltar-nos para o que está à vista e para quem está no terreno, nas várias zonas industriais do concelho. Deixamos aqui uma pequena fotogaleria dos danos nas empresas do nosso concelho. 

Área de Acolhimento Empresarial de Caxarias- Urqueira 

Numa das zonas mais fustigadas pela tempestade Kristin, as empresas da Área de Acolhimento Empresarial de Caxarias-Urqueira tentam voltar à normalidade. A Rodrigues & Neves, empresa de construção, é um dos exemplos. Ficou sem telheiros, armazéns, equipamentos e alguns materiais.  

De acordo com Anabela Ferreira, administrativa da Rodrigues & Neves, o que os mais preocupa de momento é a dificuldade em estabelecer comunicação com os trabalhadores “que estão nas obras”, devido à falta de rede móvel. 

Os destroços em Caxarias

Zona Industrial de Vilar dos Prazeres 

Os estragos nesta zona industrial podem não ser aparentes à primeira vista. Por entre as ruas deste aglomerado industrial é possível ver placas de metal e vidros pelo chão. Na Artimol, a falta evidente de algumas paredes dos armazéns mostra que a tempestade também os afetou. 

Eulália Henriques, dona da empresa, acredita ter prejuízos “na casa dos 300 mil euros”. “Foram vidros, portões, telheiros, tudo”, explica. Os produtos de venda foram também danificados, por serem feitos de madeira. “É hilariante, tendo em conta tudo”, lamenta Eulália.  

Armazém da Artimol ficou sem parede

Zona Industrial de Fátima 

Talvez das zonas industriais menos afetadas, os prejuízos não foram tão visíveis. Com a falta de luz e comunicações, algumas empresas viram-se obrigadas a parar produção até recuperar energia elétrica. 

Na Cork Padel, tiveram de parar a produção por duas semanas. Sem luz e sem comunicações era impossível executar encomendas. Entretanto, para regularizar a situação, vão estar abertos em horas extra para conseguir recuperar o tempo perdido. 

Fachada do edifício da Edax Group destruída

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