Mais de 500 árvores destruídas
Santuário de Fátima com prejuízos acima dos 2 milhões euros
Mais de 500 árvores de médio e grande porte, parte do património natural do Santuário de Fátima, foram derrubadas pela força dos ventos provocados pela tempestade Kristin na madrugada de 28 de janeiro. Os estragos atingiram o Recinto de Oração, as áreas envolventes e os Valinhos, num impacto ambiental tão significativo que a sua recuperação poderá demorar várias décadas
Por Carla Paixão
De acordo com a avaliação efetuada, os prejuízos nos espaços verdes ultrapassam os 2 milhões de euros, um valor significativamente superior aos danos registados no património edificado do Santuário, estimados em cerca de 200 mil euros.
Os números foram divulgados pelo reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, na quinta-feira, 5 de fevereiro, durante o 47.º Encontro de Hoteleiros, realizado no espaço da exposição temporária “Refúgio e Caminho”.
O reitor destacou que “a replantação e renovação desse património arbóreo representa um desafio que demorará décadas a alcançar, com um impacto imediato na alteração do ambiente do Santuário de Fátima tal qual o conhecíamos”.
Na mesma ocasião, o padre Carlos Cabecinhas deixou também uma palavra de reconhecimento aos trabalhadores da instituição, sublinhando que “têm sido incansáveis nos trabalhos de remoção dos destroços, de limpeza e de reparação dos estragos”, de forma a garantir que “o Santuário esteja tão acolhedor quanto possível, depois da passagem desta tempestade”.
Apesar dos elevados prejuízos, informou o Reitor, o Santuário de Fátima mobilizou-se “desde o primeiro momento” para apoiar as populações afetadas pela tempestade. Continua a ser assegurado pela instituição, o alojamento a mais de uma centena de agentes da proteção civil, nomeadamente bombeiros provenientes de várias regiões do país.
Em articulação com a Cáritas de Leiria, foi igualmente prestada ajuda imediata, através da doação de alimentos não perecíveis e cobertores. “Tivemos grandes prejuízos, mas não podíamos ficar indiferentes ao drama vivido por tantas pessoas à nossa volta e, por isso, conscientes da nossa responsabilidade social, estamos a prestar a ajuda possível”, afirmou o padre Carlos Cabecinhas.

