Um novo território Oeste e Vale do Tejo, para afirmar a região
“Se estivermos unidos – associações empresariais, autarquias, empresas e Governo – poderemos transformar esta calamidade num ponto de viragem rumo a uma região mais resiliente, mais coesa e mais competitiva”. As palavras são de Rui Serrano, presidente da NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém que, em conversa com o Notícias de Ourém, defende o papel que a Associação tem e deve ter, no futuro da região. Um papel de apoios às empresas, mas também de reivindicação juntos dos decisores políticos.
A construção do novo território Oeste e Vale do Tejo, que junta 34 municípios para planear, em conjunto, coordenar investimentos e afirmar esta região entre Lisboa e o Centro como um espaço competitivo, exportador e inovador é outra das grandes ideias que fica desta conversa.
AURÉLIA MADEIRA
Fale-nos um bocadinho de si. Quem é Rui Serrano? Como chega a esta região? Qual a sua profissão e empresa e como chega a presidente da NERSANT?
Com todo o percurso escolar realizado em Tomar, licenciei‑me em Arquitetura em Lisboa, em 1997 e, desde então, tenho desenvolvido um trajeto profissional orientado para o território e o desenvolvimento regional. Iniciei funções como técnico de desenvolvimento rural na associação TAGUS – Ribatejo Interior e, posteriormente, fundei a MODO Associados, gabinete de arquitetura sediado no Sardoal, dedicado a projetos que valorizam a qualidade urbana e o bem-estar das comunidades locais.
Ao longo do meu percurso, também tive muito ativa na Ordem dos Arquitetos: fui Presidente do Núcleo do Médio Tejo, fui vogal da Secção Regional Sul entre 2005 e 2008 e, mais recentemente, integrei o Conselho Diretivo Nacional entre 2020 e 2023.
Essa experiência deu‑me uma visão mais ampla sobre o papel das profissões e das instituições na transformação do país.
Tive ainda a oportunidade de servir o poder local, como Vice‑Presidente das Câmaras Municipais de Abrantes e de Tomar, entre 2009 e 2016. Foram anos muito intensos, de grande proximidade às pessoas, às empresas e aos desafios concretos das nossas cidades e freguesias.
No fundo, chego a esta região e a estas funções pela soma de tudo isto: a arquitetura, a intervenção cívica e a experiência na gestão autárquica. Foi esse percurso que me trouxe até À NERSANT- Associação Empresarial da Região de Santarém e Câmara do Comércio e Indústria do Ribatejo- primeiro como vice-presidente e, desde 27 de novembro, como presidente. Tenho hoje a responsabilidade de representar e defender um tecido empresarial com cerca de 3.000 empresas, maioritariamente micro e pequenas, distribuídas pela Lezíria do Tejo e pelo Médio Tejo.
Entrevista completa no Notícias de Ourém a 20 de março de 2026

