O artista improvável a viver o sonho que nunca sonhou
Por entre tintas e cavaletes, cadernos de esboços e livros ilustrados com a sua assinatura, Bruno Ferraz recebe-nos na garagem de sua casa, transformada agora em atelier de pintura. Ali, respira-se a criatividade de um homem que nunca sonhou ser artista, mas que encontrou na pintura e na ilustração a sua forma de expressão. Ao acaso, graças à professora do primeiro ano que lhe vislumbrou talento e o fez continuar a rabiscar.
CARLA PAIXÃO
Nascido no ano de 1980, Bruno Ferraz cresceu em Casal dos Bernardos, pequena freguesia do concelho de Ourém, sem alguma vez imaginar que se tornaria artista. Aliás, “essas coisas nunca seriam para ele”, por isso, nunca as sonhou.
Bruno recorda uma infância simples, marcada pela ausência do pré-escolar e pela criatividade que foi alimentando graças à mãe, uma mulher do campo, doméstica, que dedicou a vida ao cuidado dos filhos e da casa. “Arranjava uma forma de me entreter enquanto cuidava da agricultura e dos animais. Entregava-me lápis, canetas e folhas de papel, até restos de cartas, e eu passava horas a desenhar.” São essas primeiras experiências, reflete, que o terão encaminhado: “O entusiasmo pode ter vindo daí e do reforço positivo da professora do primeiro ano. Eu fazia desenhos, ela elogiava, e eu comecei a gostar muito disso. Sabiam-me bem esses elogios”, conta, entre risos.
Artigo completo no Notícias de Ourém de 27 de fevereiro de 2026

