O papel vital dos jovens na política
Por Afonso Alves
Será que podemos imaginar uma democracia sólida sem a participação ativa dos jovens? Eles não são apenas o «futuro» tantas vezes mencionado em discursos: são o presente, cheios de energia, criatividade e vontade de construir soluções. A sua voz é indispensável para aproximar a política da realidade de todos e para garantir que as decisões de hoje respondam aos desafios de amanhã.
É verdade que, por vezes, se fala em desinteresse juvenil pela política. Mas será mesmo desinteresse… ou antes a procura de novas formas de participação? Basta olhar para os movimentos sociais, para os projetos de voluntariado ou até para o dinamismo nas redes sociais para percebermos: os jovens querem participar, querem propor, querem transformar. Não será precisamente essa capacidade de questionar e de inovar que mais falta faz à vida pública?
O contributo dos jovens é vital porque traz consigo novas perspetivas. São eles que conhecem, na pele, os desafios da habitação, do emprego e da igualdade de oportunidades. São eles que crescem com uma consciência ambiental inabalável e com ferramentas digitais que podem revolucionar a forma de comunicar e decidir. Quem melhor do que os jovens para apontar caminhos e construir pontes entre gerações? Incluir a sua visão não é apenas justo: é estratégico para qualquer democracia que queira ser forte e representativa.
Por isso, a conclusão é clara: os jovens não podem ficar à margem. Precisam de espaço para participar, para contribuir e para mostrar tudo o que têm para dar. Quando a juventude se envolve, a política ganha vitalidade, abre-se ao futuro… E afinal, que democracia queremos deixar para o futuro: uma que envelhece sozinha ou uma que se renova com a força dos que nela acreditam?
