Obras de Serralves no coração de Ourém

Última oportunidade para visitar exposição de Ângelo de Sousa e Zulmiro de Carvalho

Entrou na reta final a mostra de Serralves patente na Vila Medieval de Ourém (Paço dos Condes). A exposição de Ângelo de Sousa e Zulmiro de Carvalho, encerra no próximo domingo, 24 de agosto

A exposição Ângelo de Sousa e Zulmiro de Carvalho – Obras da Coleção de Serralves, patente no Paço dos Condes, na Vila Medieval de Ourém desde 28 de maio, retira-se de terras oureanas no próximo domingo.

A mostra apresenta um conjunto de obras de Ângelo de Sousa (Maputo, Moçambique, 1938 – Porto, 2011) e de Zulmiro de Carvalho (Gondomar, 1940), “duas figuras centrais da geração de artistas que, nos anos 1960 e 1970, se empenhou no questionamento da tradição artística em Portugal, encabeçando um movimento de renovação da escultura”, refere a Fundação de Serralves na sinopse de apresentação da exposição.

“Conhecedores das experiências pioneiras que emergiam no contexto internacional, Ângelo, Zulmiro e os seus pares rejeitam a tradição figurativa e simbólica da estatuária comemorativa que dominava a arte portuguesa, para abraçarem questões intrínsecas ao ato escultórico, como a exploração da forma e da composição tridimensional, e abrirem portas ao campo abstrato e a uma relação franca com o espaço envolvente e com o movimento do corpo”, lê-se no mesmo texto.

A exposição convida o público a mergulhar num diálogo artístico entre duas figuras incontornáveis da escultura contemporânea.

O percurso expositivo reúne um conjunto de esculturas históricas que permitem reconhecer as marcas individuais de cada artista e compreender como os seus trabalhos se relacionam com as grandes

correntes internacionais do século XX, da escultura abstrata britânica ao minimalismo norte-americano e à arte processual.

O visitante poderá ainda descobrir obras fílmicas de Ângelo de Sousa, criadas na mesma época, bem como trabalhos posteriores de Zulmiro de Carvalho, que revelam pontos de contacto e intersecções entre diferentes linguagens artísticas, períodos de criação e práticas pessoais.

O resultado é uma experiência que evidencia as afinidades e tensões que moldaram não só as trajetórias destes autores, mas também a evolução da escultura nas décadas seguintes.

Com curadoria de Joana Valsassina, a mostra integra o Programa de Exposições Itinerantes da Coleção de Serralves que tem por objetivo tornar o acervo da Fundação acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país.

(CP)