Um olhar sereno sobre o presente de Ourém 

Crónica de Afonso Alves 

«Ourém é um concelho com energia positiva, onde as pessoas podem ser felizes, trabalhar, ter momentos de lazer e criar os seus filhos.»   

João Moura, Presidente da Assembleia Municipal de Ourém e Secretário de Estado da Agricultura, numa conversa realizada no primeiro dia de julho de 2025. 

O que leva alguém a escolher um concelho como o seu lar? O que transforma um simples território numa comunidade onde vale a pena criar raízes, educar os filhos e envelhecer com dignidade? Em tempos de incerteza e transformação, estas perguntas não podem ser ignoradas. A resposta poderá residir num conceito tantas vezes repetido: a proximidade. Mas será possível que uma Assembleia Municipal consiga aproximar os cidadãos da política sem ultrapassar os seus limites institucionais? A resposta: sim. 

No caso de Ourém, a Assembleia Municipal tem procurado concretizar esse princípio com consistência. Sob a presidência de João Moura, a AMO – sigla com um simbolismo que não passa despercebido – tem apostado em formas de participação mais inclusivas e em diálogos mais próximos com a comunidade. Numa breve conversa oferecida aos jovens de Ourém, realizada no início de julho, o Presidente partilhou uma visão assente no equilíbrio entre desenvolvimento e coesão social, sem deixar de reconhecer os desafios que persistem.  

Segundo o Presidente João Moura, Ourém vive atualmente uma fase marcada pela «energia positiva». Há sinais que sustentam essa perceção: a valorização do sistema educativo, com escolas reconhecidas no seio da comunidade; um tecido empresarial dinâmico; e um movimento demográfico que parece contrariar a tendência de abandono do interior. Mas será isso suficiente? 

Naturalmente, não. O desenvolvimento de um território não se pode limitar às infraestruturas ou aos indicadores económicos. Deve também refletir-se na compreensão atenta das necessidades da população, na promoção da inclusão e na criação de espaços de participação cívica. «Desde o primeiro dia procuramos aproximar as pessoas da decisão política», sublinha o Presidente da Assembleia Municipal. Esse compromisso tem-se materializado em iniciativas dirigidas a diferentes públicos – jovens, seniores e pessoas com deficiência – numa abordagem verdadeiramente inclusiva. Afinal, a política só se justifica quando é construída com todos e para todos. Como relembra João Moura, ao citar a conhecida expressão do Papa Francisco: «Todos, todos, todos.»  

A juventude, em particular, representa um ponto fulcral neste esforço. João Moura reconhece que os jovens de hoje estão mais preparados do que nunca, porém, vivem num ambiente cada vez mais digitalizado. Por esta razão alerta: as redes sociais não substituem a sociedade. A vida comunitária constrói-se nos espaços reais: nas ruas, nos jardins, nos encontros presenciais. É nesse contexto que a cidadania adquire sentido pleno. 

Na reta final da conversa, emergiu uma mensagem que revela bem a identidade plural do concelho: Ourém é diversidade. É norte e sul, tradição e modernidade. É Fátima, como um espaço de fé e projeção internacional, mas é também o Agroal, é o Castelo, os jardins e as aldeias. A sua força reside precisamente na complementaridade das suas freguesias, que formam um território coeso, ainda que heterogéneo. 

No final da conversa, o Presidente João Moura deixou uma mensagem de esperança dirigida a todos os munícipes, sublinhando a singularidade do concelho, um território marcado por tradições, saberes, carinho e espírito de acolhimento. É essa identidade rica e diversa que, segundo afirma, continua a motivá-lo a permanecer envolvido na política local.