Associação Cultural e Recreativa de Urqueira | “Um coro contribui para o enriquecimento da terra e das suas gentes”
Ourém tem um novo grupo coral. O ACRU Chorus foi criado em Urqueira e a sua apresentação pública teve lugar no sábado, dia 17, ao fim da tarde, na Junta de Freguesia local. Um encontro de coros que terminou em apoteose com os três coros a cantar e onde se viveram momentos de grande emoção.
AURÉLIA MADEIRA
A cantora Lelita é a madrinha e o coro foi apadrinhado pelos Chorus Auris da AMBO (Academia de Música Banda de Ourém) e coro ADECAM – Associação para a Defesa e Desenvolvimento do Campo Grande, em Lisboa.
Ensaiado pelo maestro José António Santos, a apresentação do evento esteve a cargo de Tânia Graça, enquanto o historial da criação do coro foi feito pela coralista e responsável pela ideia, Natália Dias, passando a fazer parte de mais uma das atividades da ACRU – Associação Cultural e Recreativa de Urqueira.
A partilha do sonho
Natália Dias conta que iniciou a sua atividade de coralista no coro da capital, ali presente, e que “ao conhecer o nosso presidente (da ACRU) Vasco Valente, assim como todos os membros da direção”, se sentiu “levada a partilhar este sonho”. Um sonho que “abraçaram, encorajaram e sempre deram tudo de si mesmos para que hoje estivéssemos aqui”, afirma. Diz ainda tratar-se de “um projeto que acolheram com entusiasmo, impulsionaram e para o qual empenharam todos os esforços, permitindo chegarmos a este dia tão especial”. Recorda quando, em 2010, os agora padrinhos aceitaram apoiar a ideia, “quando apenas tínhamos um sonho” e que “fruto da vossa presença e do amor pela cultura, saímos desse encontro com aproximadamente quinze potenciais inscrições, o que nos levou a acreditar e procurar um Maestro”. Definido “o perfil desejado para o cargo”, a escolha recaiu sobre José António Santos.
“Improvável, impossível a acontecer”
“Natália recorda o início dos ensaios “em março de 2025.” Refere o desenvolvimento que o grupo vai tendo e a sua primeira aparição pública “durante as Tasquinhas”, algo que consideravam ser “improvável, impossível a acontecer”, devido ao pouco tempo de ensaio. Contudo, “ainda assim”, afirma, “fomos nós mesmos: pequenos e inexperientes, porém dotados de um grande coração”. É assim que “graças ao empenho de todos, enfrentámos as dores próprias do crescimento. Essas dificuldades continuaram a surgir e a intensificar-se na mesma proporção em que nos fomos desenvolvendo. Hoje chegámos à nossa primeira apresentação em sala, ao nosso primeiro concerto formal. Desejamos e esperamos que este seja apenas o primeiro de muitos”.
Um coro “é reflexo de uma sociedade”
Após os agradecimentos proferidos pelo presidente da Associação, Vasco Valente, o presidente da Junta de Freguesia usou da palavra para salientar a importância da cultura para o desenvolvimento das terras e diz que a criação deste coro “é reflexo de uma sociedade com pessoas diferentes, com ideias diferentes, mas que, quando atuam, fazem-no a uma só voz. Orlando Cavaco defendeu que é também isso que deve acontecer na freguesia “para, a uma só voz, levarmos este projeto (de desenvolvimento local nas diversas áreas de atuação) para a frente”.
Considera ainda que este é “um passo enorme” para a coletividade local que, até agora, tem tido como principais atividades “a petanca e o trail”.
Em representação do município, a vereadora Purificação Reis, começou por considerar ser “um privilégio ir tomando conhecimento dos movimentos culturais que vão acontecendo no concelho”.
O presidente da associação lisboeta, curiosamente com o mesmo nome que o presidente da AMBO, Fernando Marques, defendeu a cultura como marca identitária, “um concelho sem cultura, não é um concelho”.
Artigo completo no Notícias de Ourém de 23 de outubro de 2026

