Cerâmica artesanal feita a partir de Fátima
“É o lugar onde me posso expressar livremente”
Margrit Cerâmica é o pequeno negócio de Dania Margrit Lehman, uma jovem residente em Fátima, que conjuga a sua grande paixão, a cerâmica, com a vontade de mostrar ao mundo a beleza do artesanato.
Eva Gomes
Dania Margrit Lehman tinha a sua banquinha perto de um dos vários palcos do festival Bons Sons, que decorreu de 6 a 9 de agosto, em Cem Soldos. Estava exposto uma grande variedade de produtos de cerâmica, feitos por si. Desde brincos, pratos, caneca e até taças de rámen, os produtos coloridos preenchiam a mesa.
A jovem conta que reside numa aldeia em Fátima, na Amoreira. É lá que faz, na cave de sua casa, as peças únicas de artesanato que costuma expor em várias feiras na região.
Tudo começou em 2020, na altura da pandemia, em que confinada na Amoreira, sem possibilidade de viajar, Dania começa a vender online a sua cerâmica. Através das redes sociais, divulga o seu trabalho artesanal.
Vender cerâmica não era o suficiente, a jovem passa a dar aulas em vários estúdios, tanto a adultos como crianças, numa missão que hoje alimenta o seu sonho de ter o seu próprio atelier.
“É um hobby, até porque não conseguia rendimento apenas da cerâmica, infelizmente”, lamenta Dania. O seu grande objetivo é um dia, talvez, poder viver exclusivamente das peças que fabrica.
Este pequeno negócio é um exemplo do esforço individual de manter o artesanato vivo, “que cada vez mais desperta as pessoas”, através da partilha comunitária e da paixão pela arte.
Entrevista completa no Notícias de Ourém de 14 de agosto de 2026


