Matigreen na prevenção pós-tempestade 

Missão: proteção do património florestal 

Com a tempestade Kristin, foram necessários imensos recursos para desimpedir estradas e limpar o que tinha sido danificado. A Matigreen, empresa de limpeza florestal, esteve empenhada neste processo de recuperação do território oureense. O Notícias de Ourém falou com João Silva, dono da empresa, sobre a importância da limpeza das matas e do ordenamento territorial. 

EVA GOMES

Os danos provocados pela tempestade Kristin obrigaram os municípios afetados a recorrerem a empresas privadas para os auxiliar na desobstrução de estradas e na limpeza geral dos resíduos florestais deixados pela intempérie. Ourém não foi exceção. 

Uma das empresas envolvidas na recuperação imediata do concelho de Ourém foi a Matigreen, empresa de limpezas florestais, desmatação e vedações. Sediada no Pinheiro, Ourém, esta empresa tem atuado de norte a sul do país.  

João Silva, dono da Matigreen, reconta que assim que teve conhecimento de que o município necessitava de auxílio, disponibilizou algumas das suas máquinas à proteção civil. 

“Tive conhecimento que os presidentes de junta andavam a solicitar apoio de máquinas. Por acaso, os equipamentos da empresa estavam em Ferreira do Zêzere. Fui de lá tirar e vim trazer ao posto de comando da Proteção Civil.” 

Disponibilizou “um trator com gancho florestal, uma giratória com abatedor de árvores com tesoura e pinça, pessoal com motosserras, tudo o que era preciso”. Durante duas semanas, o trabalho da sua equipa foi voltado para o desimpedimento de vias no concelho de Ourém. 

João relembra que estiveram no norte do concelho, onde “as estradas estavam muito obstruídas”. Já em Ourém, os seus esforços concentraram-se na limpeza da Escola Básica e Secundária de Ourém e no Parque da Cidade António Teixeira, também conhecido por Parque Linear 

“No Parque Linear foi mais complicado. Estivemos numa luta contra o tempo, porque vinha aí mais uma tempestade, com risco de inundações”, explica. 

Trabalharam horas a fio dentro do leito da ribeira de Seiça, para poder retirar todos os resíduos florestais que ali tinham caído. “Se não estou em erro, a engenheira do ambiente da Câmara disse-me que, só ali, tirámos cerca de 200 árvores”, ressalta João. 

Depois da situação no concelho de Ourém estar controlada, a equipa de João partiu em auxílio da Câmara Municipal de Marinha Grande, onde também estiveram a desimpedir caminhos florestais. 

João Silva louva o trabalho feito pela Câmara Municipal de Ourém, que “agiu com muita celeridade possível, que conseguiram fazer muito trabalho num curto espaço de tempo”. O dono da empresa reconhece que se não fosse o apelo atempado dos autarcas oureenses, “a situação poderia ter-se complicado muito mais”. 

Artigo completo no Notícias de Ourém de 13 de março de 2026